22 de novembro de 2010

Depois da segunda taça


Tomo vinho pela embriagues que me dá
Como se isso não fosse o melhor de todos os motivos
Que até de um Torridor de box será isso seu nome? Sei lá!
Mas depois da segunda taça, todos são óbvios e pra mim intuitivos

Vinho é como passar um pouco adiante
De tudo: dos problemas; das dificuldades e até dos prazeres
Pois tudo fica num mesmo plano e como no quartel de Abrantes
A vida caminha calma como sempre deveria ser, apesar de todos os dizeres

Citarei nessa hora o maior de todos os poetas primários
Que de versos e rimas ricas não se preocupava, Vinicius de Moraes o poetinha
Para dizer o que sentia e da forma que lhe cabia no seu secreto armário
Que o “homem” nasceu, sim, uma dose antes e por isso sempre se aporrinha

Que o vinho traga para todos nossas melhores e puras emoções
Que faça cada qual ter o quem nem tem coragem de ser
E por isso num tom quase magistral que rege só as melhores canções
Traga no seu “íntimo-pessoal” todas as bravatas que sempre quis dizer

Que essa descrição não seja definitiva nem completa
Para que sempre possamos nesse túnel continuar
A dizer tudo que não sabemos e ainda assim sentirmos quase repleta
A melhor sensação que o vinho, em nós, pode pra sempre perpetuar.


Marcos Silva

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