17 de dezembro de 2012

Tristesse




Cada gole dessa solitária, indecifrável e amiga taça
Me traz minha mais triste, amarga, louca e saudável redenção
Que por me deixar sóbrio, mas sem controle, dessa dor que nunca passa
Então, por favor, me deixa dormir, pra sempre, nesse teu colo terno como doce de algodão.





Marcos Silva

10 de dezembro de 2012

Ajudar...


Colhido generosamente no blog Navegando entre os azuis e os roxos.


Ajudar, um acto que todos deveríamos praticar.
Ter, porém, um cuidado, não atravessar a barreira de tal prática.
Não________________________________interferir.

30 de novembro de 2012

Menos de mim em mim mesmo...


Como eu queria ser muito melhor do que eu, mediocremente, apenas consigo me ser...


Marcos Silva

20 de novembro de 2012

9 de novembro de 2012

Materno olhar.


Fiquei muito triste hoje, mesmo, e foi só comigo
Numa hora tão delicada e que sensação mais difícil de lidar
Como, nessa hora, eu estava precisando de um solitário ombro amigo
Mas bastou um olhar seu... Para tocar esse coração sem freio, mas sem maldade, como o ar.



Marcos Silva

3 de novembro de 2012

Duas garrafas depois.


Tomei-as sem pensar
Bebê-las era só o que me importava
Mesmo que me deixassem pra sempre sem mar
Faria tudo novamente como invejosa e feliz...mal amada.


Marcos Silva

14 de outubro de 2012

Conseqüentemente.

Meu coração de criança
Esta ficando constantemente triste
Não sei se ultimamente só me povoa a desesperança
Ou será que pode ser culpa desse meu dedo sempre em riste?



Marcos Silva

11 de outubro de 2012

Dia do adulto.


Me povoa uma tristeza atroz
Nesse fim de tarde sem fim
Talvez seja eu o meu maior algoz
Ou será que o mundo que esta cansado de mim?




Marcos Silva

3 de outubro de 2012

Retratistas.


Quem se permite numa simples maquina seu olhar capturar
E que de sua alma, seu mais íntimo reduto, ser capaz de se despir
E para todos se mostrar através do seu mais único e doce e frágil terno olhar
Como quem sabe-se única em seu prazer, e de outros tantos, docemente... Apenas mentir.



Marcos Silva




8 de setembro de 2012

Solitário navegante.


Não consigo mais a mim mesmo enganar
Mesmo que eu sinta ser esse meu único medíocre caminho
É que estou tão cansado e tão longe do meu querido e arredio mar
Que preciso muito ficar no meu mais sozinho e impenetrável ninho.



Marcos Silva

4 de setembro de 2012

Tô precisando muito.

Há um Menino!
Há um Moleque!
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem prá me dar a mão...

(Parte da música Bola de Meia, Bola de Gude de Milton Nascimento e Fernando Brant)

18 de agosto de 2012

Do sempre dançar.


Para o querido Edson Claro

Quanto do melhor de nós fostes:  formoso atol
Por você todos nós podemos, despidamente e intimamente, nos conhecer
Fostes nosso raro, inconfundível e melhor farol
E saibas que será sempre nosso mais delicado, doce e confuso bem querer.


Marcos Silva

27 de julho de 2012

Que se tem dentro de si mesma.


Meia, três quartos ou inteira
Todas me levam pra meu único e divisível porto
Que se de terras portuguesas e que sempre serão minha mais transponível porteira
De um mundo só e único e livre pra todo aquele que se arrisca em ser indispensavelmente torto.


Uma simples homenagem ao meu querido avô português José Augusto Paes de Oliveira o Zé Paes.



Marcos Silva

14 de julho de 2012

Delicadezas





Colhido generosamente do blog "Todas cores da vida".


“Aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia, e mesmo assim insisto.”


Caio Fernando Abreu

3 de julho de 2012

Estou cansado de mim.


Sempre acho que sei onde esta o caminho
Mas vivo tentando e nunca, nunca consigo atingi-lo
Será que me acho menor como mal escrito pergaminho
Ou só me sei pior como soberbo e incomparável pano tingido.


Marcos Silva

30 de junho de 2012

Materno ensinamento.



Quis da vida sempre o máximo
Mesmo que sempre se soube conformada e a espera
E agora que Deus quis pregar-lhe uma incompreensível peça: que medíocre ácido
Soube-se maior e soberbamente melhor como, só se sabe, quem da vida só teve esmera.


Marcos Silva

23 de junho de 2012

Errante navegante.



Profanolusotaneamente me declaro ... Apenas tolo e dependente como todo louco e errante navegante.

Que de mares desconhecidos e revoltos sequer os viu
Nem em sonhos e se visse fugiria
Pois só tens esse medroso e fraco coração vil
Mas tua alma Sã te preenche da mais lúdica e terna a-l-e-g-r-i-a...


Marcos Silva

20 de junho de 2012

Nem de Minas somos.




Naquele teatro apesar de todos, sozinho, dancei
E só pra ti e pra toda a minha mais inexplicável existência
Que se de Minas somos e sem sequer nos sabemos tristes reis
É que Deus quis, em nós, depositar sua mais fraca essência.


Marcos Silva

16 de junho de 2012

Dança da Lua - Eugénia Melo e Castro e Ney Matogrosso





Quando eu olhei para o céu
Só vi a primeira estrela
Que cintilou no olhar
Da minha companheira
Dentro da escuridão
Procuro a noite inteira
Onde você está
Ó lua feiticeira
Lunera
Ó luna lunera
Luna
Lua feiticeira
Ai de quem de mim te escondeu
Lua luar lua luar
Dona sol
Renasce e vem dançar
Era tamanho o breu
Nem dava pra ver a estrada
Quando eu peguei na mão
Da minha namorada
Tiro do meu chapéu
Por conta da minha sina
Teu luminoso véu
Ó lua dançarina
Lunera
Ó luna lunera
Luna
Lua feiticeira
Ai de quem de mim te escondeu
Lua luar lua luar
Dona sol
Renasce e vem dançar
Lunera
Ó luna lunera
Luna
Lua feiticeira
Ai de quem de mim te escondeu
Lua luar lua luar
Dona sol
Renasce e vem dançar.

9 de junho de 2012

Desesperança.



Eu ainda sou essa triste criança
Que de medos e de vontades só sabe sobreviver
E que vive a esperar um mundo melhor: cansativa esperança
Que com os amargos anos... Não sabe, apenas, contar com seu mais simples bem-querer.


Marcos Silva

25 de maio de 2012

Vinte e cinco de maio.

Eu que sempre me faço ao contrario de mim
Nesse dia tão meu e tão comum e tão sem graça
Que eu possa ouvir música que toca fundo até... sei lá! Até o fim?
E que eu possa ir do amar loucamente até ser inabalável como frio banco de qualquer praça.


Marcos Silva

20 de maio de 2012

Como todas duras pedras de Minas.



Pai como posso expressar por ti todo o meu amor
Se feitos da mesma e dura essência: tola e masculina necessidade de sentir poder
Que nesse frágil instante, dentro desse nosso dorido peito, qual vil trator
Que de nós... nos arranca nossa única e delicada chance de apenas nos bem querer.



 Marcos Silva

19 de maio de 2012

Esse meu triste mal amar.



Sou tão inseguro na essência do meu ser
E não sei, mesmo, o que fazer pra isso mudar
E é, pra mim, tão dorido, no mais íntimo do meu querer
Que sempre me decepciono com esse meu triste e re-pe-ti-ti-vo , aquele, mar...

Marcos Silva

12 de maio de 2012

Mãezinha.



Todos os teus carinhos me fizeram tão bem que se tornaram meus altares
Que te fizeram, para todo o sempre, ser minha terna e eterna mãezinha
Que hoje, te amo muito mais, apesar de todos os nossos mais difíceis pesares
Que só por tê-la ao meu lado, ainda, posso dizer pra Deus obrigado... todas as manhãzinhas.


 Marcos Silva

9 de maio de 2012

Minha profana alma.


Se eu pudesse ao menos falar sobre minha frágil condição humana
Falaria sobre todos os meus mais perversos e palatáveis sentimentos
Que se pudessem ser expostos que bem me fariam: minha doce alma profana
E talvez eu pudesse assim sentir a mão forte da justiça em todos os meus mais sutis momentos.

Marcos Silva

4 de maio de 2012

Velho pássaro.




Pousado em um qualquer galho
Me sinto sempre o primeiro e sempre o último: que diário sofrer!
Em momentos tão diversos e tão únicos: inatingíveis atalhos
Que voar, se pudesse, seria sempre minha melhor forma de a-pe-nas... sobreviver.


Marcos Silva

28 de abril de 2012

Mais uma manhã daquelas.


Hoje acordei cedo demais pra sentir que já era muito tarde
Só não sei pra qual sentimento meu mundo se revoltou agora
Acho que para a triste e medíocre intolerância humana, que sempre arde
Mas que participo e me puno e me declaro pássaro sem asa e sem... sequer: triste aurora.


Marcos Silva

25 de abril de 2012

Sem controle.



Minha vida anda ultimamente sem controle algum
No mais limiar que isso pode representar
Ou retomo-a pra mim como se eu fosse o número um
Ou decido ser totalmente fiel ao seu declínio, como qualquer altar.


Marcos Silva

21 de abril de 2012

Sequer sei onde é.



Quis fugir para Portugal, mas não pude
Talvez Itália, Minas ou Braúna que nem conheci: falta-me até o ar
Pois são todas tão minhas e tão distantes, que rude!
Ter em meu pobre coração de criança um de adulto a me comandar.


 Marcos Silva

20 de abril de 2012

Sem os prazeres dos deuses.



Decididamente... não me tocaram os aromas dos vinhos
E olha que eu insisti e muito e muito... quase a exaustão
Mas se pra mim só me coube o prazer da embriagues: meu confortável ninho
Como posso reclamar de Deus que só me dotou assim, com esse pessoal alcorão.


Marcos Silva

14 de abril de 2012

Conivente escravidão.


Ao meu independente amar me declaro escravo
Na mais intensa definição desta sofrida palavra
Pois sinto-me, dele, dependente como a rosa é do cravo
Que me declaro fraco, dependente e irremediavelmente: lava.


Marcos Silva

4 de abril de 2012

Bestamente humano.


Estranhamente às vezes preciso muito me sentir responsável
E normalmente por alguém que, naquele momento, só de mim dependa
Mas me faz tão bem, como se me tornasse um ser mais amável
Que chego até entender quem quiz ter filhos para se vangloriar como se fossem, eles, prendas.




Marcos Silva

1 de abril de 2012

O direito ao delírio - Eduardo Galeano.




Colhido generosamente do blog "Todas cores da vida"


Parte do texto:

"Se incorporará aos códigos penais
o delito de estupidez ,
que cometem os que
vivem para ter ou para ganhar,
em vez de viver
por viver e só .
Como canta o pássaro,
sem saber que canta ,
e como brinca a criança ,
sem saber que brinca."


A URL abaixo leva ao próprio autor declamando esse texto completo:

http://www.youtube.com/watch?v=m-pgHlB8QdQ

31 de março de 2012

Nós pobres humanos.



Todos nós, homens e mulheres, deveríamos apenas nos bastar
Cada qual com seu jeito torto e próprio de sobreviver
Mas parece que alguém precisa querer ser melhor que o outro: que pobre pomar
E assim continuaremos, imbecilmente, diferentes e sem nenhum suportável conviver.


Marcos Silva

26 de março de 2012

Um Portugal, de mim, distante.


Nosso passageiro amor não deu certo
Pois talvez não sejamos almas gêmeas
E sim almas de corações arredios e delicadamente por perto
Que do amar só se sabem reféns e sentimentalmente efêmeras.


Marcos Silva

25 de março de 2012

Solitária condição.



Acho que escrevo só pra mim mesmo, como um ai!
E por pura necessidade pessoal ou solidário desespero
É que se não escrevo parece que o sentimento se esvai
E por medo da perda corro aqui para, sem pudor algum, descrevê-lo...



Marcos Silva

17 de março de 2012

O Vôo do Pássaro.



Que hora é essa agora
Que tenho de ser o que não sou
Mudo e me sinto de fora
Ou fico triste como pássaro que não voou.



Marcos Silva

11 de março de 2012

Profano vinho.





Preciso, urgentemente, apreender a não me incomodar
Com o que o outro tem o direito de mediocremente ser: seu único bilboquê
Pois quem disse que na mediocridade não existe prazer: quem sabe talvez outro ar
Que arrogância a minha em achar que para ser feliz sempre se precisa de um inteligente porquê.


Marcos Silva

22 de fevereiro de 2012

Musicantiga.


Quero viver sempre no antigo, mas, se possível, agora!
Mesmo que eu saiba que preciso do futuro para sobreviver
E sempre ter por perto essa triste dicotomia de indecifrável aurora
De passado-futuro e ter o saudosismo de música antiga pra me surpreender.



Marcos Silva

20 de fevereiro de 2012

Imaturamente maduro.


Meu frágil amor está muito arredio e cansado
Que nessa delicada hora paro por me sentir muito duro
E talvez por querer me sentir novamente minimamente amado
Com essa terrível necessidade vã de adolescente inseguro.



Marcos Silva

18 de fevereiro de 2012

Indecente amor.


Tenho tanto amor que talvez seja até indecente
Que mesmo e apesar de estar com mais de cinqüenta anos
Meu coração fica sempre apertado como frágil-louco adolescente
Ao ouvir ou ler canções ou poemas, mesmo que sejam tolos ou profanos.


Marcos Silva

13 de fevereiro de 2012

Tolo navegante.


Preciso ir com a minha vida bem devagarzinho
Pois a ela ultimamente ando maltratando
Quero tanto seu colo meu mais precioso ninho
Mas por vezes acabo tristemente sozinho navegando.



Marcos Silva

10 de fevereiro de 2012

As minhas dores só a mim me interessam.



Desastrosas, inexplicáveis e sem nenhum valor
Para os outros que carregam também as suas
Como dividir, nessa hora, meu mais rancoroso ardor
Se o outro sequer se importa se as minhas desfilem nuas.



Marcos Silva

4 de fevereiro de 2012

Fados meus.



Todos os fados, como eu, são tão sentimentais
Mas sequer pude ouvi-los e em qualquer circunstância
É que fazem tanto parte da minha vida: triste como ais...
Que acho que os ouvi desde que eu era criança.



Marcos Silva

26 de janeiro de 2012

Rabugices.


Tive da vida uma sensação de mesmice
Que não sei se apenas fiquei sem animo
Tomara que quando chegar à velhice
Eu ria muito disso tudo e aí então dela serei o amo.



Marcos Silva

21 de janeiro de 2012

Apenas poetas...



Biromes y servilletas
Leo Maslíah

Guardanapos de Papel
Tradução ou versão

Voz - Milton Nascimento


Na minha cidade tem poetas, poetas
Que chegam sem tambores nem trombetas, trombetas
E sempre aparecem quando menos aguardados, guardados, guardados
Entre livros e sapatos, em baús empoeirados

Saem de recônditos lugares, nos ares, nos ares
Onde vivem com seus pares, seus pares, seus pares
E convivem com fantasmas multicores de cores, de cores
Que te pintam as olheiras e te pedem que não chores

Suas ilusões são repartidas, partidas, partidas
Entre mortos e feridas, feridas, feridas
Mas resistem com palavras confundidas, fundidas, fundidas
Ao seu triste passo lento pelas ruas e avenidas

Não desejam glorias nem medalhas, medalhas, medalhas,
Se contentam com migalhas, migalhas, migalhas
De canções e brincadeiras com seus versos dispersos, dispersos
Obcecados pela busca de tesouros submersos

Fazem quatrocentos mil projetos, projetos, projetos
Que jamais são alcançados, cansados, cansados
Nada disso importa enquanto eles escrevem, escrevem, escrevem
O que sabem que não sabem e o que dizem que não devem

Andam pelas ruas os poetas, poetas, poetas
Como se fossem cometas, cometas, cometas
Num estranho céu de estrelas idiotas e outras e outras
Cujo brilho sem barulho veste suas caudas tortas

Na minha cidade têm canetas, canetas, canetas
Esvaindo-se em milhares, milhares, milhares
De palavras retorcendo-se confusas, confusas, confusas
Em delgados guardanapos feito moscas inconclusas

Andam pelas ruas escrevendo e vendo e vendo
Que eles vêem nos vão dizendo, dizendo
E sendo eles poetas de verdade enquanto espiam e piram e piram
Não se cansam de falar do que eles juram que não viram

Olham para o céu esses poetas, poetas, poetas
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas
Lançadas ao espaço e o mundo inteiro, inteiro, inteiro
Fossem vendo pra depois voltar pro Rio de Janeiro.

14 de janeiro de 2012

Música cigana.


Tenho um coração cigano que, mesmo que eu não queira sempre, de mim, está escondido
E sempre, sempre e sempre quando mais me sinto frágil é que ele me faz mais falta
Que ao seu encontro quero sempre ir, só não sei se posso fazê-lo, sem culpas, e se será permitido
Mas se não for logo encontrá-lo, não sei se posso continuar, mesmo se for em qualquer medíocre pauta.



Marcos Silva

8 de janeiro de 2012

É sempre assim.


Por que a vida passa tão depressa
Que quando a gente vê já passou
Quando conseguimos perguntar: É mesmo essa?
Já foi a hora, passou, e a gente sequer notou.



Marcos Silva

7 de janeiro de 2012

Verso infeliz.


Nunca faço nada do jeito que eu espero
Sempre sai pior do que eu queria
Me sinto tão mal e tão pequeno que se me desespero
É que sinto que nunca vou me libertar: desconfortável alforria.



Marcos Silva

6 de janeiro de 2012

Doces flores.


Queria que todas as dores não fossem tão doridas
E que fizessem sempre parte da minha felicidade
Pois com elas eu iria aprender que as margaridas
Sofrem com o frio e a chuva forte, mas mesmo assim nos encantam com sua docilidade.



Marcos Silva

3 de janeiro de 2012

Verso feliz.


Queria poder fazer um verso tão feliz
Daqueles que só os palhaços poderiam escrever
E que tocasse todos os corações como um enorme chafariz
Que de tantas cores e de tanto brilho que só as crianças, neles, poderiam crer.



Marcos Silva

1 de janeiro de 2012

Feliz ano novo!!!!!!




Já que eu não vou conseguir mudar a raça humana!

Então...

VIVA EU, VIVA TUDO E VIVA O CHICO BARRIGUDO!!!!!!!!!






Marcos Silva