Hoje eu vi um macaco comendo uma banana Mas não uma banana dessas qualquer Uma banana que nela se encontrava toda sua sobrevivência e toda sua fama E com a calma de quem quer só viver tirou a casca da banana antes de comer, só faltou a colher
Sentado na sua triste jaula E no olhar uma tristeza... Não! Eu que como humano a enxerguei Pois a ele bastava saciar sua fome: fundamental aula Que como homo sapiens nunca a entenderei
Hoje eu vi um macaco comendo uma banana E deveria ser assim sempre Ver toda fome ser saciada seja ela qual for.
- Uma lata ou aquele pacote de molho de tomate sabor tradicional (deve ser da marca e preço que lhe agradem) - ½ cebola cortada em lascas - 3 dentes de alho cortados em bons pedaços pela sua largura - 20 gramas de alcaparras ou umas 20 - Azeite extra virgem - Temperos desidratados: Salsa; Orégano e Manjericão ou Manjerona
Modo de fazer
Coloque um pouco de azeite para aquecer, doure primeiro o alho e quando estiver começando a ficar douradinho coloque a cebola até ela ficar brilhante, depois despeje o molho de tomate e coloque quase a mesma quantidade de água, coloque agora as alcaparras e os temperos desidratados (eu coloco uma boa quantidade de salsa a mesma de orégano e um toque de manjericão ou manjerona) deixe ferver e chegar ao ponto que você gosta mais ou menos espesso.
A massa deve ser de sua preferência, mas, por favor, tem de ser de Grano duro italiano e se você como eu adorar queijo parmesão pode colocar muito, o vinho, tinto é claro, pode ser um da uva Pinot noir. Tem chilenos com preços muito razoáveis a partir de uns 20 reais.
Bom apetite e lembre-se: Beba sem nenhuma moderação, só não dirija em hipótese alguma se beber qualquer quantidade.
Eu quero o som de um pequeno riacho Destes de pedras límpidas e de água gelada Lavar as mãos e todos os nossos pensamentos Na fria e doce mina de água divina
Na grama morna e fresca deitar nossos corpos cansados Olhar o céu infinito e sonhar mais que longe E da beleza cintilante de estrelas e lua Deixar a presença de Deus confortar nossas almas
Andar na noite morna de pés descalços Qual andarilho sem rumo à procura de nós mesmo E ao nos encontramos andarmos de braços dados com a vida Num eterno caminhar de amigos que há muito não se viam
Quero da chuva mais intensa nos lavar De todos os pecados deste mundo e de todos os mundos Que desta água que do céu caia nos enxágüe as idéias E da terra molhada floresça um novo brilho de amor
E que o sol aqueça nosso peito Do seu calor conforte estes viajantes de há muito E que sua luz nos ilumine para seguir sempre O caminho da comunhão celestial.
Todos somos filhos de pais que não esperamos Que difícil tarefa essa nossa De amar incondicionalmente esses que não amamos E somos condicionados a essa tarefa sempre tão dolorosa
Ah! Será que eles queriam ser nossos pais Queriam nos amar também incondicionalmente Ou será que como nós, só queriam viver em paz De amar sem amor, e sofrer do amar pelo que obriga sua mente
Essa relação dolorosa e sem parâmetros Que nos obriga, pais e filhos, a ser o que não somos Amar e amar sem chance de ser, talvez, outros Nossos pais, filhos sem ser o que esperamos
A única saída que vejo, única, nessa triste hora É nos respeitar como humildes seres humanos Que com sua frágil e sem vislumbrar daquela aurora Nos contentarmos com essa proposta, noturna, e pra muitos anos
Viver e conviver sem ter nada o que fazer Mas com a doçura da solidariedade inerente Sem forças pra lutar e só deixar e lidar com esse querer Ter a paz dos animais que se distinguem de nós por não serem apenas “gente”.
Entrei sem querer na contramão Quando percebi o mundo já tinha me visto Tentei correr, fugir, mas me disseram não Parei sem saber lidar com o obvio e com o previsto
Nessas horas de querência e desespero Que a vida te diz só o que não fazer Só me acho perdido e quase sem apelo Da fuga sem rumo e de todo o não o: ser
Corro, fujo e mudo de direção Dum tema sem concordância e sem qualquer texto Como perda de um solitário coração Que não sabe sequer dizer ou fazer aquele saboroso molho pesto
Nessa briga vã de mares sem rumo Que esse coração sempre, sem poder, quer enfrentar Digo a mim mesmo e com tal intuição e sem nenhum prumo Que é a hora de infringir seu mais temeroso e invencível mar
Fico quieto por um segundo Nessa hora de talvez resignação Vou parar de me encarar e aceitar ser o segundo Dessa triste, mas verdadeira e triste vocação.
Tua doce alma é igual à daquela bondosa e gentil comadre Que sempre esta disposta e a espera de uma conversa boa De coração que entende os aflitos e que se compadece com o que sempre nos arde Sabe-se subserviente, mas única em perceber-se altiva e soberbamente a toa.
Noite chegou outra vez de novo na esquina Os homens estão, todos se acham mortais Dividem a noite, a lua até solidão Neste clube, a gente sozinho se vê, pela última vez À espera do dia, naquela calçada Fugindo de outro lugar.
Perto da noite estou, O rumo encontro nas pedras Encontro de vez, um grande país eu espero Espero do fundo da noite chegar Mas agora eu quero tomar suas mãos Vou buscá-la onde for Venha até a esquina, você não conhece o futuro Que tenho nas mãos.
Agora as portas vão todas se fechar No claro do dia, o novo encontrarei E no curral D'el Rey Janelas se abram ao negro do mundo lunar Mas eu não me acho perdido No fundo da noite partiu minha voz Já é hora do corpo vencer a manhã Outro dia já vem e a vida se cansa na esquina Fugindo, fugindo pra outro lugar E no curral D'el Rey Janelas se abram ao negro do mundo lunar Mas eu não me acho perdido No fundo da noite partiu minha voz Já é hora do corpo vencer a manhã Outro dia já vem e a vida se cansa na esquina Fugindo, fugindo pra outro lugar pra outro lugar lugar.
Este é um comentário para os iniciantes do mundo dos vinhos: Você vai ler em algum blog de um pseudo-conhecedor de vinhos que fica lendo coisas na net e acha que informação é igual a conhecimento, algo mais ou menos assim sobre um vinho que para ele ainda não esta bom: “Este vinho ainda está muito jovem, vamos dizer ”verde” e com mais um tempo na garrafa deve melhorar”. Quer dizer que segundo eles o “incompetente” do Enólogo que estudou para fazer um bom vinho, acompanhou todo o processo, fez de tudo para colocar na garrafa o melhor que podia se extrair daquela safra e uva colocou no mercado um vinho ruim para se beber agora e que só daqui alguns meses ou anos é que vai estar bom!!! Menos né! Se o vinho esta à venda e ainda não esta bom, pois esta muito alcoólico, acido ou seja lá o que for é por que ele é ruim mesmo e ponto final.
Que tais palavras, duras e sem nenhum sentimento, são estas Que apenas se deixam, sem rima e nem prosa, escrevê-las Como fado, sem digno interprete que sempre percebemos que sobram, neles, arestas Como lã de indisciplinadas e indulgentes e más ovelhas
Palavras como os sentimentos sempre e sempre se vão Nunca, mas nunca mesmo se rendem nem se submetem A qualquer, principalmente a qualquer vulgar sedução Que as faça serem menores por si sós e se denunciarem fragilmente a não cumprirem o que prometem.
Eu percebi, ao quase não conseguir tomar sequer uma taça deste vinho já que normalmente tomo toda a garrafa e olha que já tomei muito vinho chinfrim, mas consegui tomar a garrafa inteirinha, que a MIOLO deve achar que Portugueses e Espanhóis se odeiam, pois este Tempranillo uva referencial da Espanha e a Touriga uva referencial de Portugal é simplesmente HORRÍVEL, MAL FEITO, ALCOÓLICO TENDO SÓ 12,5% DE TEOR ALCOÓLICO É MUITO MAIS MUITO RUIM.
De onde vêm nossas heranças De Portugal ou de Minas, de onde elas vêm Se é do fado que nunca ouvi nem quando era criança Ou do maldito bolo de fubá quem nem sobrou um pedaço de ontem.
Nessa hora não quero dizer nem sequer uma só palavra Não quero pensar em nada, nada e nada Só quero ter o direito de ser breve, raso, mas definitivo e arrasante feito lava Que não se importa com o que vai destruir feito o melhor de todos os conceitos de Prada.
Esses momentos serão sempre só meus Que por toda a vida hei de guardar Na mais frágil, que há, e doce lembrança dos meus eus Daquele terrível e do-ce-men-te bravio e intransponível mar
Espero que um dia só povoem meus tempos e minha alma Que desejo sejam atemporais e com muito brilho E que o sentimento que me povoa e me acalma Possa sempre reluzir nesse quieto e firme trilho
Horas que de anos ou eras se transformam Sem nenhuma tola ou descente saída Me testam e me trazem essa intransponível prisão Por tê-la apenas como único trem de partida
Vou transpô-la com toda delicadeza que não possuo A cada hora, dia, mês, ano sei lá! Talvez a cada maldito segundo Em que sofro de indecente fragilidade, mas mesmo assim continuo Sendo um Dom Quixote, mesmo raso, mas querendo atingir o profundo
Na quinta termino sem pensar nessa dura hora e em mais nada De todo o porvir raso dessa tênue e hipócrita humanidade Que só se vale e, que pena, de não saber o que é uma doce madrugada E que se danem todos que não tem por convicção a mais frágil do-ci-li-da-de.
Hoje eu vi minha mocinha-menina já mudada Que de senhora e de esposa se percebia Não tinha mais aquele olhar de menina enamorada Mas sem tristeza vi sublimemente a mulher que em si se sabia.
Tomo vinho pela embriagues que me dá Como se isso não fosse o melhor de todos os motivos Que até de um Torridor de box será isso seu nome? Sei lá! Mas depois da segunda taça, todos são óbvios e pra mim intuitivos
Vinho é como passar um pouco adiante De tudo: dos problemas; das dificuldades e até dos prazeres Pois tudo fica num mesmo plano e como no quartel de Abrantes A vida caminha calma como sempre deveria ser, apesar de todos os dizeres
Citarei nessa hora o maior de todos os poetas primários Que de versos e rimas ricas não se preocupava, Vinicius de Moraes o poetinha Para dizer o que sentia e da forma que lhe cabia no seu secreto armário Que o “homem” nasceu, sim, uma dose antes e por isso sempre se aporrinha
Que o vinho traga para todos nossas melhores e puras emoções Que faça cada qual ter o quem nem tem coragem de ser E por isso num tom quase magistral que rege só as melhores canções Traga no seu “íntimo-pessoal” todas as bravatas que sempre quis dizer
Que essa descrição não seja definitiva nem completa Para que sempre possamos nesse túnel continuar A dizer tudo que não sabemos e ainda assim sentirmos quase repleta A melhor sensação que o vinho, em nós, pode pra sempre perpetuar.
Nesses dias em que a escuridão se faz sempre presente Mesmo que ainda a nossa maior virtude, nosso melhor, por nós interceda Há um detalhe que mesmo distante a gente sempre sente Que nunca temos o menor controle e nunca participamos desta sublime e irredutível teia de seda.
Resumir-se ao menor ou ao divertido, humorado é nossa melhor fuga da mediocridade de ser apenas um ser humano, perceber-se menor é só para os que querem desta imposição tirana se distanciar.
Importado pela Mistral, que dizem ser muito cuidadosa em escolher e conservar seus vinhos, esse de safra 2009 estava quase vinagrado não deu para beber!!!! Ah! Antes de mais nada o vinho estava em ótimas condições, a cápsula e a rolha estavam em perfeito estado.
Esqueça o que esta escrito abaixo, pois despencou a qualidade, trocou de gerente várias vezes a Fernanda pediu demissão e nessa última vez em 26/08/2011 todas as comidas estavam FRIAS!!!!
Dentro do shopping da cidade de Mogi das Cruzes, tem uma boa mesa de saladas e pratos quentes, mas algumas massas e os molhos feitos pelo chefe de cozinha italiano Andreas e do agradabilíssimo atendimento da Fernanda são divinos, os nhoques e o ravióli de nozes são insuperáveis, o resto das massas, que não são feitas pelo Andreas e sim massas de pacotinho de supermercado, infelizmente, por conta de um "empresáio-proprietário" deixam a desejar. A carta de vinhos, pelo mesmo motivo, não condiz com a qualidade do atendimento e das opções gastronômicas.
Após todas as medíocres tentativas do seu "proprietário" saiu, em março de 2013, do Shopping de Mogi das Cruzes, o Fornatta, naufragou com sua burra mesmice em se achar único.
Uma lágrima que do nosso covarde coração se desprende Mesmo que única, solitária, tem seu imenso valor, Pois da sua menor lembrança, sutil, se surpreende. Ah! Esse nosso coração como sofre, por ter que guardar tanto amor.
Ah! Que belos defeitos tem nossos amigos Pois a eles, e só com eles, podemos nos perdoar Sem nenhum interresse, ou pudor, nem dos mais antigos Só a felicidade de poder sentir, com eles, nosso mesmo e tranqüilo mar.
Que a amizade seja sempre esse brinde eterno E que nunca, nunca despovoe nenhum coração. Que se faça como um delicado carinho materno Acima de qualquer erro, credo ou religião.
Quando Deus, nosso senhor Jesus Cristo, age em sua minúscula redoma Nos faz pensar, refletir, questionar e agirmos assim Como um ser tão poderoso e tão forte pode nos restabelecer desta infinita coma Se só se sabe Um e quer que acreditemos ser nosso mais forte e inquestionável Querubim.
Nessa hora escura, melancólica e doce de puríssima e boa solidão Me reencontro com tudo, tudo de que, quase sempre, discretamente fugi Das tolas desavenças as mais doidas idéias e sem nenhuma razão Fico quieto, a espreita de um dia chegar ao topo daquele monte, o Fuji
Poder só com a gente mesmo contar Nas tristezas as mais bravas e notórias conquistas Sem ter com quem comentar e assim mesmo pular praquele patamar Chega de regras, paro nessa com a mais firme e duvidosa, faço vistas!
Essa termina com o mesmo final das histórias que de criança sempre me deleitei, mas não por lê-las e sim por vivê-las e senti-las, só que de Salvador, Soteropolitanamente: Viva Nosso Senhor do Bonfim.
Quão solto e imenso no meu mundo fico Mesmo sendo pequeno e normalmente particular De corações sofridos, mas atentos, às vezes tão ridículo Mas forte e bravio feito aquele meu, só meu, imenso mar
Coração pulsante, feito destino cruel De tanto mar agitado nem sequer se perdoa Da doce e tão crível doçura do mel Olha este teu amor e pensa! Coração perdido e a toa!
Ah! Este mar a minha volta Que meu peito apertado o chama Tanto temo a sua revolta Que mar! Meu peito diz que te ama e te ama
Coração dentro do meu peito Feito chama que se inflama Ao menor risco de carinho, do seu jeito Se entrega e quão, decididamente sem pudor, frágil se derrama
Vida dos olhos que ao meu controle escorre Pois como vã dominadora do meu ser Aos pés do meu coração se põe como a um porre Que um dia depois a de se arrepender
De palavras sem nexo meu amor sobrevive Tal música que nem sei por que me tocou Como ágil Fênix que sempre quer ser livre Mas cai ao menor vento que a soprou.
Que eu possa sempre e sempre em cada sutil detalhe a Deus poder agradecer Por num momento qualquer me ter feito essa frágil e besta pessoa Que se comove até com comerciais dos mais baratos que usam de qualquer lindo amanhecer Desde que falem de qualquer valor: de valente coração a sentimento mais à toa.
Dentro de uma taça de vinho, e sempre do tinto, cabem tanto segredos Que por desconhecido e temível pré-conceito Se deixa escapar por entre os dedos os mais deliciosos de todos os nossos medos Que só para alguns Deus deixou-se perceber-se assim, desse desinteressado jeito.
Enquanto você do fubá queria só do “prime” saber Eu do prazer, por única opção, só me importava Nessa hora de mediocridade, mas salvadora e de doce querer Em mim o melhor, desesperadamente solidário, se pronunciava
Vou terminar de segunda e sem me preocupar Sem me importar com as tais inefáveis e destruidoras conseqüências Pois na minha doce mediocridade de contundente e bravio, aquele só meu: mar Que me salvem todos os tolos de amor e das tais delicadas subserviências
Espero... Mentira, mentira eu nem sequer sei suportar Tua mendiga vitória, que sentimento frio e sem cor É essa a maior de todas as razões para querer aquele, só meu, arredio e indomável mar Que me conforta me tranqüiliza e me traz de volta e espero sem nenhum corrosivo rancor.
Que o trabalho seja nossa maior e melhor forma para que Deus, na sua menor redoma, possa nos redimir e nos perdoar de todas nossas mais doces e delicadas, mas fundamentais fragilidades.
Tão forte, ranzinza e com a alma da mais pura criança.
O que eu posso dizer desse cara
Que com admiração vim a encontrar
Numa fase de formação e impressões raras
Veio ao meu encontro como um vulcão prestes a “eruptar”
De nome estranho e estrangeiro
Mas leve e amoroso como uma manjedoura
Que do seu filho protege acima de qualquer, sim qualquer dinheiro
Tinha uma fé inabalável e admiravelmente duradoura
Nem a maioridade eu tinha completado
Que sensações meu peito descobria
Mas seu intelecto e olhar, às vezes irritado,
Me traziam um não sei que de amor e de alforria
Esse cara que dos conceitos burgueses, e eu sei lá, se isso lhe importava
Me trouxe com seu olhar de menino uma profunda admiração
De ser o que eu nem sabia se capaz seria, mas já amava
De ser contestador fiel e sempre com a mais fervorosa provocação
Seu nome diferente e estrangeiro, como disse antes, era Peter
Que na mais medíocre de todas as comparações
Foi como o Pan que jamais se entregava e com alma forte e leve como éter
Me guia, com toda sua pureza, a manter ainda todas as minhas prazerosas e tolas paixões.
Uma homenagem simples, mas de coração ao querido e saudososo Peter Nagy
Eu estou sempre e sempre atento como numa orquestra
Mas é por que eu sempre quero da vida cada detalhe
Que me traga sempre um a mais: um extra
Para que dessa vida eu viva cada delicioso e rebuscado entalhe
Estou toda hora acordado e presente
Mesmo que seja à noite ou até o dia inteiro
Pois espero poder curtir tudo e sempre
Como fiel e único, da minha vida, timoneiro
Olhem bem para mim e percebam meu faro
Como da vida eu gosto muito e sublimemente feliz me sinto
Como aquele comum, mas raríssimo e decidido redondo e rodante aro
Que se roda é por que se sabe intenso e do prazer de viver eu nunca minto
Neste instante que estou sozinho a observar
Ao redor e o que, por completo, me interessa
Digo que vim a esse mundo para do melhor me fartar
E não me digam que vou ter dificuldades, pois delas vou me divertir e à beça
Que esse meu olhar de anjo e de criança
Poça um dia, não muito longe, mudar a todos como forte chuva de granizo
Do que o pior do adulto talvez sem mudanças
Espero, com ternura, que meu amor traga para todos: um imenso, doce e incontrolável sorriso.
Mas é claro que o sol Vai voltar amanhã Mais uma vez, eu sei...
Escuridão já vi pior De endoidecer gente sã Espera que o sol já vem...
Tem gente que está Do mesmo lado que você Mas deveria estar do lado de lá Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar...
Tem gente enganando a gente Veja nossa vida como está Mas eu sei que um dia A gente aprende Se você quiser alguém Em quem confiar Confie em si mesmo...
Quem acredita Sempre alcança...
Mas é claro que o sol Vai voltar amanhã Mais uma vez, eu sei...
Escuridão já vi pior De endoidecer gente sã Espera que o sol já vem...
Nunca deixe que lhe digam: Que não vale a pena Acreditar no sonho que se tem Ou que seus planos Nunca vão dar certo Ou que você nunca Vai ser alguém...
Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar Mas eu sei que um dia A gente aprende Se você quiser alguém Em quem confiar Confie em si mesmo!...
Quero poder ser tolo, fraco e imbecil e só neste breve instante Que meu coração possa agora sim por completo se restabelecer De tanta pureza e de amor-pleno como o do injustiçado mas poético Dante Eu possa como menino- sujo, não querer me despir, apenas me ser.
Fiz dessa minha cotidiana vida muito, mas muito pouco
Que em tese se deveria burguesamente ter feito
Coloquei esse frágil peito muitas e muitas vezes como louco
A prova sem saber se sequer resistiria: peito cheio de defeito
Da dor que o teimoso, mas fraco pode resistir: triste e oco
A querer ser, num momento de demência, inescrupulosamente perfeito
E mesmo assim me deleitar por ter sido atrevido e fugaz, talvez outro
De coração batendo com toda essa ultrajante arritmia, mas que audaz efeito.
De amores breves e vulcânicos eu sempre vivi E de suas mais temerosas e assustadoras erupções sobrevivi E aqui vivo sem saber se até hoje presenciei ou se na verdade decidi Se esse peito gosta de sofrer ou eu, verdadeiramente, já quase morri
De tanto amar e nem queria saber se era correspondido Mas esse coração sem vergonha, meu mais ardiloso bandido Que de veras e mentiras me trapaceava E nem se quer no mais íntimo do meu calor me respeitava
Ah! Coração sem eira e nem beiras Que de tristes e prazerosas paixões me retribuiu De amores fadados a mais de todas: tolas besteiras E que me contemplavam como rei, besta, de um único rio
Esses amores sem nenhuma avaliação Que do meu coração se impuseram Hoje os sinto na mais antiga canção E sempre, nem sei na verdade, o porquê vieram
Sigo na sua mais tênue caminhada Que para me fazer um pouco mais feliz Podia ser uma cara e nobre cavalgada Mas que insiste em ser ainda a mais tola de todas: meretriz.
É um clássico do Ipiranga. Apesar do ambiente sem conforto, quase sempre há fila para conseguir um lugar no balcão e provar o ótimo cheese salada. Avesso à moda dos hambúrgueres altos, o endereço mantém seus bifes beeem fininhos. No lugar de fatias de tomate, coloca sobre o pão um suave molho de tomate fresco. A mudança parece sutil, mas faz toda a diferença. Pregado na parede, o cardápio anuncia também cheese egg, com um ovo estalado, e cheese calabresa.
O preço é meio salgado, mas vale experimentar.
Endereço: Rua Bom Pastor, 1659 Bairro: Ipiranga São Paulo
Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta O lençol amarrotado mesmo que vazio Deixa a toalha na mesa e a comida pronta Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio Deixa o coração falar o que eu calei um dia Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia Deixa tudo como está e se puder, sem medo Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso Deixa o meu olhar doente pousado na mesa Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo Se o adeus demora a dor no coração se expande Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência Deixa a minha insanidade é tudo que me resta Deixa eu por à prova toda minha resistência Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila Deixa pendurada a calça de brim desbotado Que como esse nosso amor ao menor vento oscila Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa Deixa um último recado na casa vizinha Deixa de sofisma e vamos ao que interessa Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha Deixa tudo que eu não disse mas você sabia Deixa o que você calou e eu tanto precisava Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava.
Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas, oh, não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada.
Noiva e de todas a mais linda, e que de Dom divino nem inveja em si trazia Não provocava sequer nenhum horror Pois por não se saber Divina modestamente se sentiu apenas feliz e vivia Com o pouco que Deus tinha pra lhe oferecer e não sentia dos outros nenhum rancor
Vive ainda de sua infinita beleza, mas Ele sabe que ela nunca disso se fez: Poderosa ou soberba e nem triste inconformada grande atriz Soube-se como alegre criança escolher seu tempo e sua diretriz Para estar nesse mundo triste com que de-li-ca-da e sublime altivez.
A vida nos vai excluindo dela aos pouquinhos Mas sem a menor ou solidária delicadeza e sem direito a nenhum confronto Vai nos mostrando que a vez é dos outros e que esta na hora e devagarzinho Esta chegando nossa triste vez de dizer: Tá eu deveria estar pronto!
Que justiça é essa que da cor depende Como tudo que é “concreto” se cair trás dor Não enobrece nem evolui a serpente Que a todos nós só pode trazer esse incompreensível calor
Seu nome a todos traz respeito ou pavor Até de quem nem sabe o que fala Mas na tua presença te pede o mais simples louvor Pensa que sabe, e quando vê trouxe sua própria trava.
Esse amigo de vidas passadas Que teima em nos atormentar com sua voz serena Cavalga e com que garbo e com que passadas Que só um rei pode tê-las e sempre tão plenas
Xangô teu nome nos faz pensar Que a vida e ética e só para alguns Pois não temes a nada e podes até se matar Em nome da justiça ou de qualquer egum
De trevas e sol vive essa entidade Que pode nos parecer inatingível Mas quando o tens no coração, qual divindade Percebe-se sua grata e delicada alma visível.
Se todos nós pudéssemos só com o coração ouvir e apenas senti-lo Talvez em único, breve e doce instante como o de Clara e de Francisco A vida de igual e de humano sentimento nos trouxesse tão perto daquilo Que Ele só para os de bom coração fala e sempre de um jeito tão esquisito.
Triste criança de olhar distante Que teima ainda em existir Implora calado, sofrido talvez um só instante Para que Ele possa a todos nós nos redimir
Pede no seu coração pequeno Que a vida não o abandone, implora! Para que nós, firmes terrenos Façamos o mais longe possível a sua última hora
Triste criança de olhar distante Que olha para um mundo só seu Por que dessa vida ainda restante Roga apenas por um gesto de carinho Seu
Ainda não caminha de tão fraco, seu destino Mesmo que os anos lhe digam o contrário Mas resiste, suporta como um Deus-menino E com seu coração sem mágoas segue seu solitário e único calvário
Talvez morra pela terrível seca que assola esse Nordeste moreno E como um Querubim povoará esses grandes sertões Olhando de muito perto todas as crianças com seu olhar sereno Preenchendo com esperança os seus pequeninos corações.
Se me sei: não fútil e nem menor Por que me perco em vulgar necessidade De me mostrar melhor e sem nenhuma cor E sempre me importar com essa triste e frágil maioridade.
O que falamos num breve espaço possível de contemplo Pode ficar para sempre em tristes e promíscuas memórias Por não deixar que o valente e “incorrompível” tempo Faça seu maior e dignificante trabalho: o de apagar frágeis retóricas.
Um dia me emocionei com uma rainha Que do lar, por posto “fútil, passável e menor” distinta admiração demonstrava Mas ao querer vela de perto percebi: mal terminada bainha Pois de fraca e única retórica era o que de melhor infelizmente tinha: medíocre trava.
Eu quero uma montanha só pra mim Nem que seja só por aquele instante Mas nessa hora como poderoso Idi Amin Inescrupuloso, mas feliz, sem sequer ser hesitante.
Em Minas sempre me sinto Contra tudo o que quero sentir Mas de novo esse coração, de sabor, absinto Comanda-me a fazer, e só, o querer, infringir.
Não sou dela e às vezes repudio esse querer Mas ao cansaço mineiro de insistir ao invés de viver Compadeço-me com aquele náufrago ser Que se contenta, com tão pouco, quase um sobreviver.
Que prece sofrida me obriga Se o que quero é apenas ficar aqui Com todos os meus sentimentos baratos: de lombriga, E mesmo assim faz-me quedar-me de ti
Minas que em mim me traz Tudo e muito mais que posso suportar Me dá um tempo, que preciso, minha pior Alcatraz. Pra que eu possa suportar esse tão desejado, distante de ti, aquele mar.
Se eu pudesse escrever qualquer frase Seria sempre e insistentemente uma frase de amor Não dessas de dicionários ou de blogs sem nenhuma crase Mas daquelas que refletem só o mais puro e honesto propor
Faria primeiramente assim Chamaria para depor só irrecuperável, mas sóbrio amante E que ele determinasse quando seria o fim Se é que fim existe no mais límpido e incontrolável sentimento de Dante
Mas vamos ao assunto amor voltar Assunto...não! Volúpia ou doença Que se impõe acima de qualquer ou intransponível mar Ou se querem minimizar: acima de qualquer tormenta
O tramar como um azul sem cor de mar ou de menor amar Só sabe-se ou percebe-se ou embriaga-se qual e indeterminado “Se” Que do amar-mar e inevitável sente-se único e solitário par Só pode sobreviver na condição mínima de imperceptível letra “Zê”
Tentando resumir o querer dentro de fracassado e fútil peito Sobre isso do olhar de qualquer coração fosse talvez um dia possível Me diria de-li-ca-da-men-te assim e meio sem jeito Deixa teu amor solto que governante de ti, escravo de dono-qualquer, se faz indiscutível.
Como que uma pessoa com um nariz extremamente sensível a cheiros não consegue identificar os enaltecidos e encarecentes cheiros (aromas) dos vinhos? Simples: Os aromas até existem é uma questão de química, e todos os sentem só não conseguem dar o nome do cheiro que se esta sentindo “memória olfativa”, mas o resto é muita mas muita frescura, você que quer ser um bom beberrão de vinho, deixe essa pedante e tupiniquim idéia de lado e lembre-se que vinho é para beber para cheirar é perfume o resto é para aquela classe antiga e fora de moda: Burguesia e como diria o poeta: “A burguesia fede”.
Após muitas e sofridas tentativas em tomar vinhos Europeus com um preço razoável e de ler num Blog sobre vinhos “batizados” quer dizer que já vem misturados com água, desisto de sofrer e concluo com muito pesar: A porcentagem de vinhos Europeus intomáveis na faixa de preço até de R$30,00 é de mais de 70%, logo se você não quiser pagar por água suja com preço de vinho, tome um bom vinho Chileno ou Argentino ou até Brasileiro.
Segunda e última vez que tento tomar, pois joguei fora a garrafa toda, esse dão do Famoso produtor do Periquita, tinha tomado o da safra de 2008 aguado também, esse 2009: sem gosto, sem taninos com uma estranha fermentantação. Corra!!!
Uma frase surgiu dento de um coração febril e aflito Que dizia em cinza e bem baixinho: sussurro desprezado e sem nenhuma cor Olha bem profundo a imagem da alma: abandonado e sujo palito Que de boca ingrata se perdeu na esperança fugaz de encontrar ainda, um dia, qualquer calor.
Marias, Suelis, Adilsons, Valmires e tantas outras e tantos outros. Que da minha vida eu quis que me dessem, de graça, sempre a minha diretriz Do meu sol nascente-poente como pude assim pensar e agir como potros Que da vida só se sabem e se não sabem pulam pra se defender e agir como velha e ranzinza atriz.
Ficar a espera daquele olhar de ternura Que só as mães Deus contemplou Que doce ignorância e sem nenhuma bravura Esperar que do céu caísse o que nem sequer um dia se implorou
Fico desconfiado dos dias tolos de ontem Que só me disfarçava de roupas velhas e sem cores Que de poentes sem sol ficava a torcer sem do que a vida tem E ficar a espera de sobreviver a imacular tantos amores
Passa mais um dia, como outros, sem som E a vida jamais vai esperar qualquer nossa ação Para que possamos de um ideal ou como o Tom Fazer de março não um mês, mas uma contagiante canção
Estou a esperar e a esperar e faz tanto, tanto tempo Que de carnavais de outrora que nem sei se ainda me lembro Vou um dia ter que decidir qual a fantasia, mas contemplo Que se esse dia não chegar tentarei não mutilar nenhum dos meus membros.