
Se por desencontro ou decisão
Os rumos foram para esses caminhos
Não vamos sequer contestar essa decisão
Que nos comanda apesar desses nossos tolos desalinhos
Se a vida quis por um fim assim
Quem somos nós para contestá-la
Se somos menores que qualquer mandala
Seremos, então, fiéis a todos os outros por fins
A vida caminha sem sequer nos perguntar
Donde iremos e talvez pra sempre
Se isso deixa-nos felizes e sem sequer ponderar
Quem somos nós para dizer aonde deve ser aquele raso poente
Sem sequer se mostra ávida
Tece-nos sua única e inabalável teia
Que pode sem jeito nos deixar, qual grávida,
A tentar viver na sua menor, mas única, breve aldeia.
Ó vida que nem nos pertence de fato
Que podemos fazer pra compreendê-la
Se todos os momentos desse desconhecido prato
Nossa mais fome vã, nem sabemos, se podemos, sequer, um dia surpreendê-la.
Marcos Silva