
Meu coração batia e batia e batia
Eu nem sequer em Minas me sabia
Mas o coração de ouro mineiro falou mais alto e corria
Em busca desse sei lá mineiro que em mim havia
Fazenda, Calix bento, sua voz
Minha alma se sentiu em casa
E nem filho da terra e nem de qualquer foz
Mas eu me senti com essa doce, triste e mineira asa
Sua casa, sua mãe e seu “canto”
Carinho de queijo com goiabada
Só coração mineiro pode com esse pranto
De noite, de luz e de toda madrugada
Forte como aquele que da terra trabalha
Sua voz nos faz-traz toda mineirice
Pedindo abrigo ou só uma batalha
Mas sempre, sempre com essa nossa mineira meiguice.
Miltons, mil sons, minhas almas
Que de ancestrais em ti me vejo
Não sou de Minas, mas esta inesperada calma
Só pode ser minha alma, mineira, com este infinito desejo.
Marcos Silva
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